quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Inventar" é conosco


Estando eu a colocar algumas folhas que tinham caído do placar do Outono, uma criança aproximou-se e disse: podíamos "fazer" uma história para essas folhas.
Reuni o grupo e propus o desafio do colega. Todos ficaram animados, pois aquelas folhas tinham uma história.
Qual seria o título da nossa história?
História da folhinha (Vitor Hugo)
Na Primavera nasceu uma folhinha muito pequenina e verde (Diogo). Era uma folhinha muito alegre (Francisco) porque chegou a Primavera, estava sol (Inês) e tinha muitas irmãs e muito miminho (Afonso).
Vieram as flores para brincar com as folhas (Emanuel). Chegaram os frutos que também quiseram brincar (Vitor Hugo).
Estamos no Verão. Juntaram-se os passarinhos e as abelhas (Rafael).
Mas o vento começou a soprar (Francisco) e foi tudo pelo ar. E o frio também chegou (Joana).
A folhinha muito triste começou a ficar amarela, vermelha, castanha e cai ao chão. (Inês). Estamos no Outono.
E a árvore começou a ficar despida (Joana) a preparar-se para o Inverno.
Os meninos brincaram com as folhas que estavam no chão (Vitor Hugo) e as folhas voltaram a ficar alegres (Eduardo).
Os meninos levaram as folhas para a sala (José Diogo) e fizeram muitos trabalhinhos (Ana Beatriz).
Depois veio a noite e as folhas foram dormir (Vitor Hugo)
Vitória, vitória, acabou a nossa história (Manuel António)

Uma história deliciosa. Não acham?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quadro dos aniversários e das presenças




Já conseguimos preencher o quadro do tempo e dos aniversários sem ajuda. É uma grande vitória, pois de início metia-nos muita confusão associar o nosso nome/foto ao dia da semana.
Para conhecermos melhor a sequência dos dias da semana elaboramos um quadro com as cores do arco-iris. Assim é mais fácil

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Registos das Vindimas



Agrada-nos partilhar as nossa produções. É muito difícil passar para o papel o que programamos fazer, mas é fazendo que aprendemos

Dito e feito: Vindimamos de verdade



Palavras para quê? Participamos de verdade na vindima do Sr. Manuel e foi uma grande ajuda. Somos mesmo muito importantes, apesar de pequeninos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vindimar!!!! Estamos ansiosos

O papel do educador é abrangente e as suas tarefas são diversificadas (Oliveira - Formosinho, 2001). Este entendimento sobre a profissão do educador leva Katz e Goffin (1990 cit. Oliveira-Formosinho, 2001:86) a afirmarem que «em princípio, quanto, mais nova é a criança, mais alargado é o âmbito das responsabilidades pelas quais o adulto deve prestar contas da sua função».
Mas, se o conceito de vulnerabilidade deve estar presente na acção do educador, a noção de criança competente também não pode ser esquecida. Esta noção cria uma nova relação entre adulto e criança, pois admite-se que a criança tem um papel activo nos contextos de que faz parte. Ela actua, intervém, tem influência sobre quem a rodeia e sobre os contextos. Cabe aos adultos e, particularmente aos educadores de infância, perceber este papel activo das crianças e dar espaço para que ela se manifeste. É necessário que o educador reconheça o direito de palavra da criança, ou seja, deverá assumir a criança como um actor social, detentor de competências reflexivas e críticas.
Foi isto que aconteceu: Dar Voz à Criança. Ouvir as suas “novidades” e interesses para programar e operacionalizar as actividades em conjunto.
E os interesses estão voltados para as suas vivências familiares: as vindimas
Tem sido um trabalho estimulante: descobrimos palavras relacionadas com o ciclo do vinho; desenhamos, pintamos, comparamos, pesquisamos como se realizam as vindimas nas outras regiões.
Amanhã vamos à vindima do Sr. Manuel. O campo é anexo ao Jardim de Infância, o que nos facilita a visita. Vamos ver e participar na colheita das uvas e ver como funciona o ralador.
Estamos ansiosos.